Trem das almas

Trem das almas

Simon Oliveira dos Santos - Simplíssimo

sinopse

Há escritores em nossas Amazônias que seguem as pegadas do Gabo, o conhecido escritor colombiano Gabriel García Márquez, prêmio Nobel de Literatura. Simon é um desses e o faz de modo próprio, modestamente. Ele é um menino-velho que continua habitando Vila Murtinho, ouvindo apitos e sentindo o trepidar da aproximação do trem quando visita, a pé ou em sonho, a velha estação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, agora nesta morada: Nova Mamoré, município do noroeste rondoniense, na fronteira Brasil-Bolívia. Vila Murtinho, no Km 316, a cinquenta quilômetros do ponto final da ferrovia, em Guajará-Mirim, continua viva através e a despeito da passagem do tempo. Tal como a Macondo de Cem Anos de Solidão. É, portanto, em torno da confluência dos rios Mamoré e Beni, nascente do Rio Madeira, que se desenha esta outra Macondo, brasileira com tintas boliviana, indígena, quilombola, nordestina e amazônida, numa síntese híbrida. Os contos do Simon, é certo, podem ser colocados na gaiola conceitual do realismo mágico ou fantástico. Sabemos, porém, que classificar não qualifica de imediato nenhuma obra literária. A ficção histórica presente nestes relatos bem elaborados dignifica a memória desta região, que abrange porções dos vales dos rios Guaporé e Madeira, no seu aspecto histórico e imaginário. É, pois, com uma viva alegria que saudamos Simon Oliveira dos Santos e sua notável obra de estreia.

160 páginas

Acessar agora

Leia também em Ficção